Defesa Civil registra aumento de 30% no atendimento às famílias e distribui mais de 86 mil metros de lona plástica nos bairros
A Defesa Civil de Salvador, a Codesal, encerrou oficialmente as ações da Operação Chuva 2026. Entre os meses de março e junho, o órgão intensificou os trabalhos nas ruas e realizou exatamente 4.933 vistorias técnicas pela cidade. O número de famílias atendidas pelas equipes de assistência social deu um salto de 30,4% na classificação com o ano passado.
Para evitar acidentes graves e deslizamentos de terra nas encostas, a Codesal colocou 86.900 metros quadrados de lona plástica em áreas de risco. Ao todo, 625 localidades receberam essa proteção, com destaque para os bairros de Sete de Abril, São Marcos e Castelo Branco, que concentraram a maior parte das instalações.

Como foi o comportamento do tempo nos últimos meses?
O volume total de chuva em Salvador nesse período ficou dentro do esperado, somando 984 mm na estação de Ondina. No entanto, o começo do ano assustou: março teve a maior chuvarada dos últimos quatro anos. Na Liberdade, por exemplo, choveu mais que o dobro da média histórica para o mês.

Por outro lado, os meses de maio e junho foram mais secos do que o de costume. Junho, inclusive, chamou atenção pelo frio e pelos ventos fortes. A menor temperatura do ano foi registrada no Barro Duro, batendo 18°C. Já em Valéria, as rajadas de vento chegaram a quase 67 km/h.
Apesar dos temporais isolados, a Codesal informou que nenhuma das 14 comunidades que possuem sirenes de alerta precisou ser evacuada às pressas, pois a chuva não atingiu o limite crítico determinado pelos técnicos.
Bairros com mais pedidos de vistoria
As equipes de rua focaram o trabalho nas áreas onde a população mais acionou o serviço. Os locais com maior número de vistorias e atendimentos foram:
- Região da Liberdade e São Caetano: 894 vistorias
- Região do Cabula e Tancredo Neves: 653 vistorias
- Região do Subúrbio e Ilhas: 646 vistorias
Durante os quatro meses da operação, as principais chamadas feitas pela população através do telefone 199 foram por causa de imóveis com risco de desabar, ameaças de deslizamento de barrancos e alagamentos. Quando o problema não era de responsabilidade direta da Codesal, o órgão encaminhou o caso para outros setores da prefeitura resolverem, gerando mais de 5 mil pedidos de limpeza de vias, podas de árvores e obras de contenção.



