Moradores protestaram nas ruas e se reuniram com o governo para tentar barrar o fechamento, que vai mandar 11 mil clientes para Pirajá
A novela do fechamento do Bradesco em Cajazeiras ganhou capítulos tensos nos últimos dias. A agência, que funciona na Fazenda Grande 2 desde 2007, está com os dias contados e vai fechar as portas de vez no dia 27 de julho. Com isso, cerca de 11 mil clientes terão suas contas transferidas de forma automática lá para o Porto Seco Pirajá, o que gerou uma onda de indignação no bairro.
Na semana passada, a comunidade resolveu colocar a boca no trombone. Moradores e trabalhadores se uniram em uma caminhada de protesto que saiu da Rótula da Feirinha e seguiu até a frente da agência, exigindo que o banco volte atrás na decisão.
Além do protesto nas ruas, a briga também corre nos bastidores políticos. No início de julho, uma reunião na Secretaria do Trabalho (Setre) juntou representantes dos moradores, do governo do estado, do Bradesco, do Sindicato dos Bancários e de outras entidades para tentar achar uma saída e salvar a agência, mas a instituição financeira segue firme na ideia de encerrar as atividades físicas ali.
Cajacity vai ficar com apenas três bancos físicos
A justificativa do Bradesco segue o padrão nacional da reestruturação digital, que basicamente é fechar agências de tijolo e cimento para focar no atendimento por aplicativo. Só que, na vida real, isso desampara diretamente quem mais precisa: idosos, aposentados e pequenos comerciantes locais que dependem de dinheiro vivo e do contato olho no olho para resolver os problemas do dia a dia.
Com a saída do Bradesco (que acontece pouco tempo depois do Itaú também ir embora), a região de Cajazeiras passará a contar com apenas três opções de bancos presenciais:
- Caixa Econômica Federal
- Banco do Brasil
- Sicoob
A grande preocupação da população é que essas três agências restantes fiquem ainda mais sobrecarregadas e as filas, que já são gigantes, fiquem simplesmente insustentáveis.



