Investigação aberta em 2015 reúne graves acusações e vai até 2027. Governo do Estado não se manifestou
O Ministério Público (MPBA) está investigando uma série de mortes de bebês e mães na Maternidade Albert Sabin, em Cajazeiras. A apuração começou em 2015 e, devido ao acúmulo de denúncias de atendimento ruim e violência no parto, foi estendida para durar até 2027.
Mães e familiares relatam que o hospital força o parto normal mesmo quando há risco, demorando para fazer o parto cirúrgico (cesárea). Esses atrasos provocaram a morte de bebês ainda na barriga, complicações no nascimento e até a morte de gestantes.
A Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), responsável por administrar o hospital, foi procurada para responder sobre os casos, mas não deu retorno.
O que a Justiça está apurando:
- Mortes no parto: Bebês e mães que morreram por falta de socorro rápido ou falhas na hora do atendimento.
- Recusa de cesárea: Médicos que mandaram mães esperarem por parto normal mesmo em situações de emergência.
- Maus-tratos na internação: Falta de informação para os parentes, dor desnecessária e negligência das equipes de plantão.
- Ajuste de prazos: O MP segue ouvindo as famílias, checando os papéis do hospital e analisando laudos para punir os responsáveis até 2027.



