POR g1 BAHIA.
Do pagodão à arrochadeira da Bahia, os candidatos à Prefeitura de Salvador têm apostado em jingles com ritmos dançantes e populares para chamar atenção dos eleitores no pleito de 2024. As músicas que embalam a corrida eleitoral da capital baiana neste ano são cheias de suingue e têm letras com “efeito chiclete”.
Dos sete candidatos à chefia do poder Executivo soteropolitano, três divulgaram canções nas redes sociais até esta sexta-feira (30), data que marca o início da propaganda gratuita na tv e no rádio: Bruno Reis (União), Geral Júnior (MDB) e Kleber Rosa (PSOL). Eles são os que aparecem nos primeiros lugares nas pesquisas eleitorais.
Eslane Paixão (UP), Giovani Damico (PCB), Victor Marinho (PSTU) e Silvano Alves (PCO) não divulgaram jingles, até então.
Bruno Reis (União)
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Bruno Reis (União) — Foto: Betto Jr./Secom
Candidato à reeleição, o atual prefeito Bruno Reis definiu o pagode baiano como ritmo da música de campanha. “Trabalha certo/ tá com a gente/ não pode parar” estão entre as frases de efeito usada nas estrofes.
O jingle foca na sugestão de que o político permaneça no cargo para continuar exercendo o trabalho feito na primeira gestão. Na letra, ele também é descrito como “o cara” e “gente da gente”.
Geraldo Júnior
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Geraldo Júnior (MDB) — Foto: Divulgação Rede Bahia/Roberto Abreu
Geraldo Júnior apostou na arrochadeira, um ritmo que surgiu da mistura do arrocha e do pagodão baiano e tem como representante, por exemplo, o grupo Trio da Huanna.
O jingle afirma que “Salvador já decidiu” o nome do político como futuro prefeito e que ele realizará melhorias sociais para a população. Para promover um “efeito chiclete” e fazer um trocadilho com o nome do candidato, a canção repete diversas vezes que “geral é Geraldinho”, além do número do candidato nas urnas.
Kleber Rosa
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Kleber Rosa (PSOL) — Foto: Divulgação Rede Bahia/Roberto Abreu
Assim como Bruno Reis, Kleber Rosa apostou no pagode baiano como ritmo para o jingle da campanha. A música coloca o baiano como “a voz de Salvador” e o caracteriza como “o professor barril”, fazendo referência a uma das profissões do candidato – que também é investigador da Polícia Civil – e usando uma gíria bastante utilizada na capital baiana.
Em “baianês”, o termo “barril” pode significar algo muito bom ou complicado, a depender do contexto. Nesse caso, a palavra é empregada como um adjetivo positivo, como “ótimo” ou “bem quisto”. Como é de costume, o nome e o número de Kleber Rosa são repetidos várias vezes na canção.


