A menos de dois dias da ceia de Natal, a pergunta que não quer calar é: arroz com ou sem uva passa? Pois é, a fruta já é um verdadeiro clássico das festas de fim de ano e, ao mesmo tempo, um tema polêmico nas famílias. Tem gente que ama e tem quem fuja dela como se fosse um presente da sogra que ninguém pediu.
Todo ano, a polêmica se repete: será que a uva passa tem que estar no arroz, na farofa ou no salpicão? Ou é um ingrediente desnecessário, que só ocupa espaço e deixa o prato mais confuso? O fato é que, desde o Império Romano, a uva passa tem conquistado as mesas de Natal, e não é só aqui no Brasil, não! Ela é uma estrela internacional da ceia.

E a história das passas é tão antiga quanto sua fama de ser “a vilã” nas festas. Não estamos falando de uma invenção recente. Segundo a gastronomista e historiadora Camila Landi, as passas já eram consumidas há mais de 4 mil anos, com registros no Antigo Testamento da Bíblia. Ou seja, essa polêmica já vem de muito tempo!
Mas será que o drama da uva passa na comida é mesmo justificado? A fruta não surgiu apenas como um ingrediente caprichoso. No passado, a desidratação natural das uvas era uma estratégia de preservação para os tempos sem geladeira. Ou seja, a passinha já era uma questão de sobrevivência, e o sabor não tardou a conquistar os paladares.
Agora, a grande dúvida: será que a uva passa merece seu lugar garantido na ceia ou ela já está mais para uma tradição ultrapassada? Em pratos como arroz, farofa, panetone e até salpicão, lá está ela, dividindo opiniões.
A pergunta que fica é: e você, vai cair de boca nas uvas passas ou vai fugir delas igual quem se esquiva de falar de política na mesa de Natal?


