O domingo, 2 de fevereiro, promete mais uma grande celebração à Rainha do Mar! Em Salvador, a festa de Iemanjá completa 103 anos de tradição e reforça sua importância ao ser reconhecida como patrimônio cultural da cidade. É a maior homenagem pública do candomblé na Bahia e, neste ano, traz o tema “Renascer com as águas de Iemanjá”.
Desde cedo, devotos e admiradores podem levar seus presentes para os balaios montados no caramanchão da Colônia de Pescadores Z-01, a mais antiga de Salvador. O espaço fica ao lado da Casa de Iemanjá, no Rio Vermelho, um dos pontos mais sagrados da festa, onde a fé e a tradição se encontram.

UM RITUAL QUE ATRAVESSA GERAÇÕES
A festa surgiu em 1923, quando um grupo de 25 pescadores decidiu oferecer presentes a Iemanjá pedindo fartura no mar. O gesto simples virou um ritual e, com o passar dos anos, a celebração cresceu. Nos anos 1950, ganhou o nome atual e se consolidou como uma das maiores manifestações religiosas do país.
O presente principal, preparado com sete dias de antecedência, segue sendo um mistério até o momento da entrega. A procissão marítima acontece na tarde do dia 2 de fevereiro, levando a oferenda até o Buraco de Iaiá, um ponto em alto-mar onde, segundo a tradição, as águas recebem o presente maior.

QUEM É IEMANJÁ?
Única orixá com um dia exclusivo no calendário, Iemanjá é conhecida como a mãe dos orixás, sendo considerada a geradora de divindades como Ogum, Xangô e Oxóssi. Seu nome significa “Mãe cujos filhos são peixes”, e sua saudação tradicional, “Odô Yá!”, ecoa pelas ruas e pelo mar durante toda a festa.
Os presentes mais comuns incluem flores, perfumes, espelhos, joias e comidas típicas, como fava cozida com camarão. Entre os símbolos mais marcantes da oferenda, está o cavalo-marinho, considerado o mensageiro de Iemanjá.

No dia 2 de fevereiro, Salvador se veste de azul e branco, cores que representam a Rainha das Águas. O ritual, que começou pequeno, hoje movimenta milhares de pessoas e reforça um elo poderoso entre fé, tradição e identidade cultural.


