O ferryboat Juracy Magalhães, que operou por quase 46 anos na travessia Salvador-Itaparica, agora tem uma nova função: ajudar a preservar a vida marinha e impulsionar o turismo de mergulho na Bahia. A embarcação foi afundada de forma controlada nesta sexta-feira (21), a quatro quilômetros da costa do Rio Vermelho, onde servirá de abrigo para corais e diversas espécies marinhas.
A ação foi realizada pela Secretaria do Turismo da Bahia (Setur), em parceria com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e a Marinha do Brasil. Antes do naufrágio, o ferry passou por quatro inspeções para garantir que nenhum resíduo prejudicial ao meio ambiente fosse levado para o fundo do mar. Segundo especialistas, em cerca de um ano a estrutura estará tomada por corais e novas formas de vida marinha.

Recife artificial e turismo de mergulho
Essa não é a primeira vez que embarcações são afundadas com esse objetivo. Em 2020, o ferryboat Agenor Gordilho e um navio de reboque também foram submersos em áreas próximas à costa de Salvador. A ideia é transformar a cidade em um dos principais destinos para turismo de mergulho no mundo.
O secretário do Turismo, Maurício Bacelar, explicou que, além de beneficiar o meio ambiente, o projeto deve impulsionar a economia local. “Queremos transformar Salvador no maior parque de turismo de mergulho do mundo urbano. Os naufrágios planejados ficam perto do litoral, permitindo que até mergulhadores iniciantes possam ter essa experiência”, destacou.

De ferryboat a ponto turístico submerso
O Juracy Magalhães começou a operar em 1972 e foi aposentado em 2018. Durante mais de quatro décadas, transportou passageiros entre Salvador e Itaparica. Agora, no fundo do mar, vai servir de abrigo para espécies marinhas e atrair mergulhadores do mundo todo.
Segundo a Setur-BA, desde 2020 a procura por atividades de mergulho cresceu 435%, e a expectativa é que esse número continue aumentando com a chegada do novo recife artificial.



