Intervenção faz parte de pacote de R$130 milhões para proteger áreas de risco em Salvador
A Prefeitura de Salvador começou as obras de contenção de encosta na Rua Irmã Dulce, entre Águas Claras e Cajazeiras 7, uma das áreas mais afetadas pelas chuvas dos últimos dias. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (23) pelo prefeito Bruno Reis, que confirmou um investimento total de R$130 milhões para intervenções em 46 pontos de risco na cidade.
Só nessa região, serão construídas seis contenções com técnicas modernas, como solo grampeado e cortina atirantada, além de uma geomanta para reforçar a segurança do terreno.
Durante o evento, o prefeito destacou que as obras estruturais têm ajudado Salvador a resistir melhor às fortes chuvas.
“Em alguns pontos da cidade choveu mais de 200 milímetros em poucos dias. Se fosse em outro momento, estaríamos lamentando tragédias. Hoje, a cidade está mais preparada”, disse Bruno Reis.

Nos últimos anos, a Prefeitura já protegeu 565 áreas de risco e tem 20 obras em andamento. Com esse novo pacote, o número deve chegar a 631 áreas protegidas até o fim do próximo ano.
Além da contenção, a Rua Irmã Dulce vai passar por requalificação completa: o projeto inclui asfalto novo, estacionamento com 14 vagas, praça, campo com grama sintética, academia ao ar livre, dois quiosques e um parque infantil. O prazo para conclusão é de 12 meses, com investimento de quase R$15 milhões.
O secretário de Infraestrutura, Luiz Carlos de Souza, explicou que a cidade ainda enfrenta desafios por causa da topografia e das construções irregulares, mas que o trabalho é constante.
“Essas obras salvam vidas e dão esperança. A gente sabe da dificuldade, mas não tem parado de investir”, afirmou.
Morador de Cajazeiras 7, o técnico de enfermagem Adriano Matos, de 39 anos, comemorou o início das obras.
“Aqui sempre teve medo de desabamento, alagamento e buraco. Agora vai ser uma nova fase pra gente”, contou.
A região foi uma das que teve sirenes da Defesa Civil acionadas nesta semana, por causa do risco de deslizamento. Segundo o diretor-geral da Codesal, Sosthenes Macêdo, mesmo com a previsão de melhora no tempo, o solo continua encharcado.
“Essa área sempre nos preocupou. Mas, com essa obra, os moradores vão poder dormir mais tranquilos”, disse.


