A falta de um cemitério público em Cajazeiras voltou ao centro do debate político.
Parlamentares baianos defendem, mais uma vez, a criação de um equipamento próprio para atender a Região de Cajazeiras, uma das mais populosas de Salvador.
Hoje, muitas famílias precisam se deslocar para bairros distantes, como Pirajá, no momento mais difícil: a despedida de um ente querido.
CRESCIMENTO DE CAJAZEIRAS REACENDE O DEBATE
O assunto voltou à tona em janeiro de 2026, durante a inauguração da Nova Rodoviária de Salvador, em Águas Claras.
Na ocasião, o deputado federal Pastor Sargento Isidório destacou publicamente a necessidade de um cemitério em Cajazeiras, lembrando que a região cresce a cada ano e já concentra centenas de milhares de moradores.
Segundo ele, a estrutura atual não acompanha o tamanho da população.
DEMANDA ANTIGA NA REGIÃO
A criação de um cemitério em Cajazeiras não é um pedido novo.
Ao longo dos últimos anos, vários parlamentares já levantaram essa bandeira:
- Deputado Roberto Carlos (PDT) pediu ao Governo da Bahia a construção de um cemitério público para atender Cajazeiras e bairros vizinhos.
- Deputado Pastor Isidório Filho apresentou indicação na ALBA, defendendo cemitérios e crematórios com prioridade para Cajazeiras, Águas Claras, Valéria e Fazenda Grande, inclusive sugerindo o uso de áreas da Sudic.
- Vereador Paulo Magalhães também já se posicionou a favor da criação do equipamento.
- Randerson Leal apresentou projeto destacando que moradores de Cajazeiras sofrem com a falta de vagas e precisam sair da região para realizar sepultamentos.
PIRAJÁ JÁ NÃO DÁ CONTA
Os parlamentares afirmam que o cemitério de Pirajá, que hoje atende grande parte da população de Cajazeiras, já não suporta a demanda diária.
Com bairros cada vez mais populosos, como Águas Claras, Fazenda Grande, Boca da Mata e Cajazeiras 10, 11 e 5, a ausência de um cemitério próprio virou um problema social e logístico.
MAIS QUE OBRA, UMA QUESTÃO DE DIGNIDADE
Para quem vive em Cajazeiras, a discussão vai além de infraestrutura.
É sobre dignidade, respeito e direito de sepultar seus familiares perto de casa, sem precisar enfrentar longos deslocamentos em um momento de dor.
A expectativa é que, com o crescimento da região e a chegada de grandes equipamentos públicos, como a Nova Rodoviária, o tema volte à pauta do governo estadual e municipal.


