Minha Casa, Minha Vida define 720 famílias para novos residenciais em Salvador

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Seleção foi feita por sistema de pontos e beneficia moradores de Areia Branca com moradia popular

A Prefeitura de Salvador definiu, nesta sexta-feira (23), as 720 famílias que vão receber moradia pelo programa Minha Casa, Minha Vida. A seleção aconteceu no Arquivo Público Municipal e teve acompanhamento do Ministério Público da Bahia e da Defensoria Pública do Estado, garantindo transparência em todo o processo.

As casas e apartamentos serão entregues em três empreendimentos localizados no bairro de Areia Branca: Alto do Capelão, Vale do Capelão I e Vale do Capelão II.

Diferente do que muita gente imagina, não houve sorteio. A escolha das famílias foi feita por um sistema informatizado que analisa os dados do Cadastro Único e classifica os inscritos por pontuação. Quanto maior a vulnerabilidade social, maior a chance de ser selecionado.

Podiam participar pessoas cadastradas no sistema municipal até a última quarta-feira (21). A pontuação podia chegar a até 13 pontos, somando critérios definidos pelo Governo Federal e pelo município.

Pelo menos metade das moradias será destinada a famílias em situação de risco social. Além disso,
6% das vagas são reservadas para idosos,
6% para pessoas com deficiência,
e 3% para pessoas em situação de rua ou com histórico de rua.

Entre os critérios que contam pontos estão: mulher responsável pela família, pessoa negra, idoso, pessoa com deficiência, mulher vítima de violência doméstica, pessoas com câncer ou doenças crônicas, além de famílias com crianças ou adolescentes. Tudo precisa estar declarado no CadÚnico e, depois, comprovado com documentos.

Segundo a Prefeitura, o modelo atual evita interferência política e garante justiça no processo. O secretário de Infraestrutura e Obras Públicas, Luiz Carlos de Souza, explicou que ninguém escolhe manualmente os beneficiários. “É o sistema que aponta quem tem mais necessidade, com base nos dados informados”, destacou.

O Ministério Público elogiou a mudança. Para a promotora Rita Tourinho, o novo formato traz mais confiança para a população. “Quando o processo é transparente, a sociedade acredita”, afirmou.

Já a Defensoria Pública informou que vai auxiliar as famílias selecionadas que tiverem dificuldades com documentação ou comprovação dos dados, especialmente idosos, pessoas doentes e população em situação de rua.

Agora, o próximo passo é a publicação da lista oficial no Diário Oficial do Município. Depois disso, os nomes também poderão ser consultados no site oficial do programa.

A Prefeitura alerta: quem omitir informações ou apresentar dados falsos será excluído da seleção e pode responder conforme a lei.