Maiane França, 33 anos, moradora da Fazenda Grande 3, na região de Cajazeiras, está cada vez mais perto de realizar um sonho de infância: ser Rainha do Carnaval de Salvador. Finalista do concurso que escolhe a representante oficial da folia, ela contou ao Notícias Cajazeiras como tem sido essa experiência.
Desde pequena, Maiane se encantava ao ver as musas do Carnaval na TV. “Eu via aquelas mulheres maravilhosas, como a Globeleza, e sempre quis estar ali”, lembra. Mas, apesar do sonho, ela conta que demorou a criar coragem. “Sempre tive os pés no chão e achava que isso estava muito distante da minha realidade. Mas esse ano eu senti que estava pronta, corri atrás de patrocínio e aqui estou.”
Para ela, o concurso vai muito além da beleza. “É um símbolo de resistência, representatividade e conquista. Venho de uma realidade onde os sonhos, muitas vezes, são deixados de lado pela necessidade de sobreviver. Mas estar aqui prova que o lugar da mulher é onde ela quiser”, afirma.

A rotina de preparação tem sido intensa, cheia de ensaios, treinos e pesquisas sobre edições anteriores. O maior desafio? O tempo. “Conciliar tudo com trabalho e treinos não é fácil, mas está sendo gratificante.”
E será que existe um perfil certo para vencer? Maiane acredita que não. “O Carnaval é diversidade. A Rainha precisa ter personalidade, carisma e muito ritmo no corpo.”
Como mulher da periferia, chegar à final tem um peso especial. “Significa tudo! Quero inspirar outras mulheres a acreditarem nos seus sonhos.” Se vencer, ela pretende usar a faixa para passar uma mensagem clara: “O Carnaval não é só festa, é resistência, cultura e empoderamento feminino. Quero que cada mulher veja em mim a prova de que é possível chegar lá.”
A final do concurso acontece no dia 18 de fevereiro. Agora, é torcer para que o sonho de Maiane vire realidade!


