De acordo com o Ministério Público do Trabalho e Emprego, os trabalhadores resgatados ganhavam R$0,16 por saco de carvão produzido e embalado. A baixa remuneração por produtividade, fazia com que as vítimas tivessem longas e exaustivas jornadas de trabalho, como explica o auditor fiscal do MPT, Mário Diniz. “Isso obriga os trabalhadores a terem uma jornada alucinante para, ao final do dia, juntar um montante razoável. Além disso, era descontado desses trabalhadores transporte, café da manhã, almoço. A própria água fornecida no local tem resíduo de fuligem de carvão, como todo o ambiente”. O argumento foi confirmado pelo relato de um dos trabalhadores resgatados, que disse que chegava a produzir e embalar mil embalagens.“Eu faço, em média, por dia, mil embalagens. De segunda a quarta eu faço mil. Aí, porque eu fico cansado o resto da semana, de quinta a sexta eu faço 800. E sábado eu faço 500 até meio dia. Como a gente respira muito pó de carvão, o pó fica todo na garganta. Quando a gente catarra, escarra, só sai carvão.
Relembre o caso aqui.


