Seis ferros-velhos são lacrados por irregularidades em Salvador

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Operação mira comércio ilegal de fios de cobre e equipamentos roubados; estabelecimentos funcionavam sem alvará

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) botou as equipes na rua nesta terça-feira (26) para bater de frente com o comércio ilegal de materiais roubados na capital. Batizada de Operação Escudo Urbano, a ação integrada fechou o cerco contra ferros-velhos que funcionavam de forma totalmente irregular e eram suspeitos de receptação de fios de cobre, cabos elétricos e luminárias furtadas da rede pública e privada.

A fiscalização contou com o apoio de um verdadeiro combo de forças de segurança e ordenamento, envolvendo a Diretoria de Serviços de Iluminação Pública (DSIP), as Polícias Militar e Civil, além da Guarda Civil Municipal.

📍 Onde a operação bateu:

Todos os locais vistoriados estavam funcionando de forma clandestina, sem o alvará de funcionamento exigido por lei. Ao todo, foram seis estabelecimentos interditados:

  • Polêmica: 2 ferros-velhos lacrados.
  • Ogunjá: 2 ferros-velhos fechados. Em um deles, além de não ter documento nenhum, os agentes constataram a falta do Termo de Viabilidade de Localização (TVL) e da licença ambiental, o que gerou o fechamento imediato.
  • Vasco da Gama: 1 estabelecimento interditado.
  • Engenho Velho de Brotas: 1 comércio fechado.

💡 Prejuízo para o bolso do cidadão e escuridão nas ruas

De acordo com os órgãos de fiscalização, esses ferros-velhos clandestinos são o destino final de criminosos que roubam cabos de energia, deixando bairros inteiros no escuro. Essa prática criminosa gera um prejuízo duplo: queima o dinheiro dos cofres públicos — que precisa ser usado para repor o material roubado toda hora — e detona a segurança de quem precisa andar pelas ruas à noite.

Segundo a Polícia Militar, as regiões que sofreram a batida já eram alvos frequentes de denúncias dos próprios moradores, que não aguentavam mais os constantes furtos de fiação na área. Com a interdição administrativa desses locais, a Prefeitura e as forças de segurança esperam quebrar as pernas de quem compra o material roubado, diminuindo os crimes na região.