Um ano se passou desde o acidente que mudou para sempre a vida de Andrei Peroba, jovem trabalhador de 20 anos, morador da Fazenda Grande 1. Um ano sem solução, sem justiça, sem nenhum suporte por parte dos responsáveis.
A dor e a revolta da família só aumentam. Andrei, que saiu de casa naquele dia apenas para se divertir, hoje carrega as marcas da tragédia. O brinquedo em que ele estava despencou, e ele perdeu o braço. Poderia ter sido pior. Poderia ter sido fatal. Mas ninguém, até agora, foi responsabilizado.

O QUE ACONTECEU COM O CASO?
A 13ª Delegacia Territorial de Cajazeiras concluiu as investigações em agosto do ano passado. Laudos apontaram falta de manutenção e falha mecânica no brinquedo. Tudo isso estava no papel, bem documentado. Mesmo assim, a justiça ainda não julgou o caso. Ninguém foi punido. Os empresários do parque não prestaram ajuda alguma a Andrei ou à sua família. Eles seguiram a vida, enquanto Andrei tenta reconstruir a dele sem o braço e sem o amparo que deveria ter.
Seu advogado, Bruno Monteiro, segue lutando para que seus direitos sejam garantidos. Mas até agora, o caso segue sem respostas do judiciário.
RELEMBRE O CASO
A tragédia aconteceu na noite de 15 de fevereiro de 2024, na Arena Pronaica, em Cajazeiras. Eram pouco mais de 21h quando um brinquedo do parque de diversões instalado no local despencou. Pessoas ficaram feridas, e Andrei foi a vítima mais grave. Ele perdeu o braço.

O choque tomou conta da região. Populares correram para socorrer as vítimas. Mas no dia seguinte, a notícia que deixou todo mundo indignado: Andrei precisaria amputar o braço. A revolta foi tão grande que, em 16 de fevereiro, moradores foram às ruas protestar na Avenida Engenheiro Raimundo Carlos Nery.
Três dias depois, em 19 de fevereiro, outro protesto tomou as ruas, com familiares e amigos pedindo justiça e cobrando respostas das autoridades. No dia 20, o parque de diversões foi desmontado às pressas. Moradores, indignados, bloquearam a entrada do equipamento. Funcionários precisaram sair escoltados pela Polícia Militar.

ATÉ QUANDO?
Um ano se passou e o sentimento é de impunidade. Andrei segue sua luta, mas sem respostas, sem apoio e sem justiça. A pergunta que fica é: até quando? Quantos anos mais serão necessários para que os responsáveis paguem pelo que aconteceu?
A família de Andrei clama por justiça. E toda Cajazeiras também.


