Fanfarras e bandas marciais encantam o público no desfile do 2 de Julho

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Projetos sociais da Palestina e de Santo Amaro foram destaques nas celebrações dos 203 anos da Independência da Bahia

A juventude baiana deu um show de ritmo, sincronia e civismo durante as celebrações da Independência do Brasil na Bahia, ocorridas nesta quinta-feira (2), em Salvador. Compostas por estudantes da rede pública e de projetos sociais, as fanfarras e bandas marciais transformaram o tradicional cortejo em um verdadeiro espetáculo a céu aberto, arrancando aplausos de baianos e turistas ao longo de todo o circuito.

O desempenho dos grupos é fruto de um trabalho contínuo de educação integral desenvolvido nas salas de ensaio ao longo do ano. Mais do que música, as corporações promovem inclusão, cidadania e oferecem novas perspectivas profissionais para crianças e adolescentes de diversas comunidades.

🪗 Destaques que marcaram os turnos da festa:

Grandes potências musicais do estado ditaram o compasso do desfile entre a Lapinha e o Campo Grande:

  • Matutino (BAMUP): Representando a comunidade da Palestina, em Salvador, a Banda Marcial da Escola Municipal da Palestina desfilou logo no início da manhã. Sob a regência do idealizador Valteir Santos, o grupo de 90 integrantes mostrou por que é tetracampeão baiano de bandas e fanfarras, unindo disciplina e forte apoio comunitário.
  • Vespertino (COBRAC): No turno da tarde, a Avenida Sete de Setembro recebeu a tradicional Banda Marcial Complexo Brasileiro de Arte e Cultura, vinda de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano. Conhecida como a “Imperatriz das Bandas”, a Cobrac reuniu 120 estudantes e celebrou mais de cinco décadas de história, destacando-se pelo ensino musical baseado em partituras e pela preparação coreográfica do balizador Denis Salles.

🌍 Energia contagiante atrai turistas e famílias

A participação em massa da juventude chamou a atenção de quem acompanhava o desfile das calçadas. Turistas de outros estados, a exemplo da empresária capixaba Giucélia Lima, de 47 anos, relataram o impacto de ver o envolvimento dos jovens com a cultura local. “Estou impressionada. É muito bonito ver tantos jovens envolvidos com a preservação dessa tradição”, afirmou.

Para os soteropolitanos, o desfile das escolas é o momento mais aguardado e serve como ferramenta de transmissão cultural entre as gerações. Pais aproveitaram o feriado para levar os filhos pequenos para assistir à passagem dos blocos pedagógicos, garantindo que o orgulho pelas conquistas de 1823 continue vivo e se renovando nas próximas décadas.